Kizomba, samba e reggae dominam segundo dia do festival

Anselmo Ralph, Dudu Nobre, Djodje e Alborosie foram alguns dos artistas que atuaram no sábado de festival.

Palco dia 12

Palco dia 12

O segundo dia do festival começou com um atraso de quase duas horas devido a alguns problemas técnicos.

Nuno Sérgio, membro da organização do evento, confirmou que houve problemas técnicos. “Houve alguns percalços na parte técnica mas foi tudo resolvido pela equipa que tudo tem feito para garantir um bom festival”, disse Nuno Sérgio.

Dj FatBoy e Dj Kevy foram os primeiros a pisar o palco e durante cerca de uma hora animaram o público.

José Leite anunciou o início do espetáculo de Anselmo Ralph por volta das 22h20. O cantor angolano atuou no festival pela primeira vez em 2014 e três anos depois regressa com um novo álbum, ‘Amor é Cego’, que chegou ao mercado em 2016.  

O público recebeu Anselmo de braços abertos, cantando e vibrando a cada acorde da banda. O artista até brincou com o público tentando dizer algumas palavras em crioulo. “Da próxima vez que cá vier terei que falar o crioulo porque já sou de casa”, disse.

“A recepção foi maravilhosa já me sinto em casa. Tenho um carinho enorme por Cabo Verde e quero muito guardar este sentimento”, avançou no fim da atuação.

Anselmo Ralph prometeu ainda que o próximo CD vai ter uma música em crioulo, “porque Cabo Verde merece esta homenagem”. Terminou o show com a música “Muito Obrigado” como forma de agradecer o carinho.

À semelhança do que aconteceu ontem, na atuação de Mariza, a TCV não transmitiu o show de Anselmo Ralph, segundo informações devido a questões ligadas ao Direito de Imagem do cantor.

Em relação a este assunto, o Ministro da Cultura e Indústrias Criativas, Abrãao Vicente, disse à RCV que estes aspetos podem representar um desafio à empresa que futuramente pode começar a comprar direitos de imagens e assim evitar este tipo de situações. “O Festival da Baía das Gatas apresenta vários nichos de negócios”, disse.

O sambista brasileiro, Dudu Nobre, que há poucas semanas participou num intercâmbio entre carnavalescos nacionais e do Brasil, foi o artista que se seguiu. Muito samba e alegria durante a sua atuação que começou pouco antes das 00h30.

Foi cerca de uma hora de euforia ao ritmo do carnaval do Rio de Janeiro e de Mindelo. Anísio, Constantino e Djony levaram a Baía ao delírio.

A atuação de Dudu Nobre teve de ser abreviada devido a um problema técnico assim, Anísio, Constantino e Djony também viram as suas participações reduzida a poucos minutos.

Constantino não ficou satisfeito com situação e disse que os artistas nacionais precisam de mais espaço para mostrar o seu trabalho. “Acabamos por apanhar uma ‘beata’ na atuação do Dudu Nobre mas acho que temos que ter o nosso lugar neste palco”, assevera.

 

Djodje trouxe tournée "Lá ki nos é Bom" ao Baía das Gatas


Uma enchente aguardava pelo jovem artista Djodje que viu, mais uma vez, o público rendido ao seu talento. Pela quarta vez que atua no festival disse que sempre se surpreende com a forma como é recebido.

Para o festival Djodje trouxe o espetáculo da tournée “É lá ki nos é bom” que começou no Coliseu de Lisboa, em março deste ano. Muito dinâmico e cheio de surpresas, a atuação de Djodje foi uma das mais aplaudidas da noite.

Visivelmente agradado com resposta do público que cantou, dançou e brincou com o artista, Djodje relembrou ainda sucessos antigos como “Volta” e “Tchas fala”.

“Queria agradecer o povo de São Vicente que sempre que volto aqui conseguem surpreender-me”, afiançou no fim. Djodje prometeu ainda para breve um novo disco.

Como já é hábito no festival Baía das Gatas, o reggae é um dos géneros que não pode faltar no cartaz. Este ano o reggaeman Alborosie foi o nome escolhido.

“Herbalist” foi o tema escolhido o reggaeman, natural da Itália, para começar o show. O fãs do estilo, típico da Jamaica, já aguardavam em massa pelo artista.

“Kingston Town”, “Natural Mystic” e “Police” também ecoaram nos ouvidos dos presentes.

 

Eram 6 da manhã, de hoje, 13, quando o segundo dia chegou ao fim.

 

“Este festival tem uma dinâmica intensa", Abrãao Vicente

O Ministro da Cultura e Indústrias Criativas, Abrãao Vicente, esteve nos dois primeiros dias do festival e, em entrevista à RCV teceu algumas considerações sobre o evento.

“Este festival tem uma dinâmica intensa, já andei pelas barracas e é quase uma feira gastronómica. É um exemplo para os vários festivais que temos em Cabo Verde e tem uma margem de crescimento e desenvolvimento enorme”, afirmou.

Parabenizou o nível de civismo dos presentes e disse que este o Festival Baía das Gatas é um conteúdo ‘premium’ para a indústria criativa. “No mesmo espaço, uma atividade económica intensa, com oportunidade de negócio para a juventude e ainda a possibilidade de ver artistas internacionais, é excelente”, frisou.

No entanto, deixou algumas ressalvas para a melhoria do certame como por exemplo a aposta numa maior divulgação internacional, melhorias a nível logístico, etc.

 

Para hoje, 13, vão subir ao palco os projetos RapTrospetiva e Encontro de Novas Vozes, Elida Almeida, Ferro Gaita, Calema e Naldo Benny. As atuações arrancam mais cedo que o normal,  a partir da 15 horas.

 

Veja quem esteve no palco no segundo dia aqui


O público que esteve no baía no dia 12 aqui

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